07 junho 2011

A Perseguição aos Cristãos nos dias atuais

Na Conferência Internacional sobre o Diálogo Inter-religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada no último 3 de junho em Budapeste, o representante da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) e perito em temas de liberdade religiosa, Massimo Introvigne, afirmou que a cada ano 105 mil pessoas são assassinados por sua fé cristã. “A cada cinco minutos morre um cristão por causa da sua fé”, alertou o sociólogo italiano.

No evento, organizado pelo governo da Hungria, participaram também outras autoridades religiosas e civis como o diplomata egípcio, Aly Mahmoud, quem afirmou que no seu país, onde estão sendo registrados gravíssimos ataques contra as Igrejas Coptas, serão promulgadas leis que proibirão os imãs muçulmanos de realizar discursos incitando ao ódio e as manifestações hostis junto aos templos das minorias, especialmente a cristã.

“Se essas cifras não gritarem ao mundo, se não se detiver esta praga, se não se reconhecer que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e de discriminação religiosa, o diálogo entre religiões só produzirá congressos estupendos, mas nenhum resultado concreto”, afirmou Introvigne no seu discurso.

O Arcebispo de Budapeste, cardeal Peter Erdö, também presente na Conferência alertou para o fato que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrerão porque terão que fugir de lá. “Que a Europa se prepare para uma nova onda imigratória, desta vez de cristãos que fogem da perseguição”, advertiu.

Segundo o boletim italiano pró-vida INFOVITAE, outro fato lamentável é que pelo menos um milhão dos cristãos perseguidos no mundo são crianças. (SP)

Fonte: Radio Vaticana

03 janeiro 2011

Pe. Gregório parte para a eternidade

Morreu na madrugada desta segunda-feira (03), em Aracaju, Pe. Leon Gregório.
 
Pe. Gregório nasceu na Bélgica, em Barchon, pequeno vilarejo rural perto de Liege, a 25 de março de 1925. Depois dos estudos secundários interrompidos por sua participação na segunda guerra mundial no Exército Secreto belga, tomou, em 1947, o hábito dos Missionários Redentoristas.
Consagrou-se pelos votos Evangélicos a 15 de setembro de 1948 e foi ordenado Padre na mesma data de 1953. Trabalhou na Bélgica como missionário e professor até 1965, quando veio em Propriá a pedido de D. José Brandão de Castro, 1º.Bispo da Diocese de Propriá. Foi Pároco de Propriá, Canhoba, Amparo de São Francisco, Telha, até 1971, desenvolvendo com o Pe. Nestor grande trabalho social, concretização das atividades espirituais evangelizadoras, fundando também o Colégio Santo Antônio e a igreja de São Pedro.
 
A 21 de março de 1971, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Glória (incluindo então Monte Alegre, Poço Redondo, Canindé de São Francisco) até o 06 de fevereiro de 2000, quando ficou Pároco emérito, continuando atividades espirituais e sociais, muito amado pelo povo.
Com o seu carisma Redentorista de dar prioridade pastoral aos mais abandonados e sofredores, num tempo em que os poderes públicos eram absolutamente ausentes na assistência aos pobres, empenhou-se muito junto à parte do povo mais carente: colaborando na implantação de Cooperativa agrícola que deu origem ao Povoado São Clemente (por esse motivo conhecido também como Vila do Padre), a Creche, Jardim de Infância, Orfanato, Criança-Cidadã, Pastoral da Criança (sendo Glória a 1ª. Paróquia na Diocese de Propriá a implantar essa Pastoral tão importante), Projeto Luz do Sol, Pastoral da Saúde (trazendo milhares de filtros de água para as pessoas que consumiam água sem nenhum tratamento), hospital, ambulatórios, ­farmácias comunitárias (com a assistências de enfermeiras francesas), Colégio de 2º. grau, apoio aos assentamentos rurais, produção de milhares e milhares de mudas de árvore, além das celebrações sacramentais evangelizadoras, formação de Catequistas, Santas Missões, construção de igrejas etc: uma vida de Redentorista bem preenchida e doada à causa dos pobres e da Igreja de Jesus Cristo.
 
O velório acontece no Jardim do Padre, na cidade de Nossa Senhora da Gloria e o sepultamento se dará na manhã do dia 04 de Janeiro as 9h da manhã em Nossa Senhora da Glória na Nova Igreja.
Fonte da resenha histórica: Site da Paróquia de Glória www.paroquiadegloria.org

22 dezembro 2010

O Sacerdócio no Catecismo III Parte

1581. Este sacramento configura o ordinando com Cristo por uma graça
especial do Espírito Santo, a fim de servir de instrumento de Cristo em favor da
sua Igreja. Pela ordenação, recebe-se a capacidade de agir como representante de
Cristo, cabeça da Igreja. na sua tríplice função de sacerdote, profeta e
rei.

1582. Tal como no caso do Baptismo e da Confirmação, esta participação
na função de Cristo é dada uma vez por todas. O sacramento da Ordem confere,
também ele, um carácter espiritual indelével, e não pode ser repetido nem
conferido para um tempo limitado (78).

1583. Uma pessoa validamente ordenada pode, é certo, por graves
motivos, ser dispensada das obrigações e funções decorrentes da ordenação, ou
ser proibido de as exercer (79): mas já não pode voltar a ser leigo, no sentido
estrito (80), porque o carácter impresso pela ordenação fica para sempre. A
vocação e a missão recebidas no dia da ordenação marcam-no de modo
permanente.

1584. Uma vez que é Cristo, afinal, quem age e opera a salvação
através do ministro ordenado, a indignidade deste não impede Cristo de agir
(81). Santo Agostinho di-lo numa linguagem vigorosa:


«Quanto ao ministro orgulhoso, deve ser contado juntamente com o diabo. E nem
por isso se contamina o dom de Cristo: o que através de tal ministro se
comunica, conserva a sua pureza: o que passa por ele mantém-se límpido e chega
até à terra fértil. [...] De facto, a virtude espiritual do sacramento é
semelhante à luz: os que devem ser iluminados recebem-na na sua pureza, e ela,
embora atravesse seres manchados, não se suja» (82).

A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO
1585. A graça do Espírito Santo própria deste sacramento consiste numa
configuração com Cristo, Sacerdote, Mestre e Pastor, de quem o ordenado é
constituído ministro.

1586. Para o bispo, é, em primeiro lugar, uma graça de fortaleza
(«Spiritum principalem – Espírito soberano», isto é, Espírito que faz
chefes, pede a oração de consagração do bispo, no rito latino (83)): a graça de
guiar e defender, com força e prudência, a sua Igreja, como pai e pastor, com
amor desinteressado para com todos e uma predilecção pelos pobres, os enfermos e
os necessitados (84). Esta graça impele-o a anunciar o Evangelho a todos, a ser
o modelo do seu rebanho, a ir adiante dele no caminho da santificação,
identificando-se na Eucaristia com Cristo sacerdote e vítima, sem recear dar a
vida pelas suas ovelhas:


«Ó Pai, que conheceis os corações, concedei ao vosso servo, que escolhestes
para o episcopado, a graça de apascentar o vosso santo rebanho e de exercer de
modo irrepreensível, diante de Vós, o supremo sacerdócio, servindo-Vos noite e
dia: que ele torne propício o vosso rosto e ofereça os dons da vossa santa
Igreja: tenha, em virtude do Espírito do supremo sacerdócio, o poder de perdoar
os pecados segundo o vosso mandamento, distribua os cargos segundo a vossa ordem
e desligue de todo o vínculo pelo poder que Vós destes aos Apóstolos: que ele
Vos agrade pela sua doçura e coração puro, oferecendo-Vos um perfume agradável,
por vosso Filho Jesus Cristo...» (85).

1587. O dom espiritual, conferido pela ordenação presbiterial, está
expresso nesta oração própria do rito bizantino. O bispo, impondo as mãos, diz,
entre outras coisas:


«Senhor, enchei do dom do Espírito Santo aquele que Vos dignastes elevar ao
grau de presbítero, para que seja digno de se manter irrepreensível diante do
vosso altar, de anunciar o Evangelho do vosso Reino, de desempenhar o ministério
da vossa Palavra de verdade, de Vos oferecer dons e sacrifícios espirituais, de
renovar o vosso povo pelo banho da regeneração; de modo que, ele próprio, vá ao
encontro do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, vosso Unigénito, no dia
da sua segunda vinda, e receba da vossa imensa bondade a recompensa dum fiel
desempenho do seu ministério» (86).

1588. Quanto aos diáconos, «fortalecidos pela graça sacramental,
servem o povo de Deus na "diaconia" da liturgia, da palavra e da caridade, em
comunhão com o bispo e o seu presbitério» (87).
1589. Perante a grandeza da graça e do múnus sacerdotais, os santos
doutores sentiram o apelo urgente à conversão, a fim de corresponderem, por toda
a sua vida, Àquele de Quem o sacramento os constituiu ministros. É assim que São
Gregário de Nazianzo, ainda jovem presbítero. exclama:


«Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros: temos
de ser instruídos, para podermos instruir: temos de nos tornar luz para alumiar,
de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d'Ele os outros, ser
santificados para santificar, conduzir pela mão e aconselhar com inteligência»
(88). «Eu sei de Quem somos ministros, a que nível nos encontramos e para onde
nos dirigimos. Conheço as alturas de Deus e a fraqueza do homem, mas também a
sua força» (89). [Quem é, pois, o sacerdote? Ele é] «o defensor da verdade,
eleva-se com os anjos glorifica com os arcanjos, faz subir ao altar do Alto as
vítimas dos sacrifícios, participa no sacerdócio de Cristo, remodela a criatura,
restaura [nela] a imagem [de Deus], recria-a para o mundo do Alto e, para dizer
o que há de mais sublime, é divinizado e diviniza» (90).

E diz o santo Cura d'Ars: «É o sacerdote quem continua a obra da redenção na
terra»... «Se bem se compreendesse o que o sacerdote é na terra, morrer-se-ia,
não de medo, mas de amor». [...] «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»
(91).

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