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05 agosto 2011

Já na Europa... Hasselt, Bree.

Estou no momento na Belgica, mais precisamente numa cidade Chamada Gree... Cheguei em Bruxelas as 10 da manhã horário local, fomos até Hasselt onde nos encontramos com alguns jovens, em seguida fomos recebidos pelo Bispo D. Patrick da diocese de Hasselt... depois tive um encontro com jovens da cidade os quais irão participar da JMJ 2011... e amanhã temos uma agenda cheia para cumprir... bom para o primeiro dia basta... aqui já são quase 22h... boa noite!

04 agosto 2011

Youcat

Na Mochila do peregrino receberemos um Youcat, um catecismo voltado para os jovens. Bento XVI nos fala sobre o Youcat nessa mensagem:

Queridos jovens amigos! Hoje aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.

É extraordinário pelo seu conteúdo mas também pelo modo em que se formou, que desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender a sua particularidade. Youcat teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam correctamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural.
O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias. O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas.
Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro - quero dizer, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional. Assustei-me com esta tarefa e devo confessar que duvidei que algo semelhante pudesse ter bom êxito. Como podia acontecer que autores espalhados pelo mundo pudessem produzir um livro legível?
Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não só sob o ponto de vista geográfico, mas inclusive intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes?
A isto acrescentava-se o facto de que os bispos deviam escrever não simplesmente como autores individuais, mas em representação dos seus irmãos e das suas Igrejas locais.

Devo confessar que até hoje me parece um milagre o facto de que este projecto no final se realizou. Encontrámo-nos três ou quatro vezes por ano por uma semana e debatemos apaixonadamente sobre cada parte do texto, na medida em que se desenvolvia.
Como primeira atitude definimos a estrutura do livro: devia ser simples, para que cada grupo de autores pudesse receber uma tarefa clara e não forçar as suas afirmações num sistema complicado. É a mesma estrutura deste livro; ela é tirada simplesmente de uma experiência catequética de um século: o que cremos / de que modo celebramos os mistérios cristãos / de que maneira temos a vida em Cristo / de que forma devemos rezar. Não quero explicar aqui o modo como debatemos sobre a grande quantidade de questões, até chegar a compor um livro verdadeiro. Numa obra deste género são muitos os pontos discutíveis: tudo o que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e não obstante, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir das muitas vozes pôde-se formar um coro porque tínhamos a comum partitura da fé, que a Igreja nos transmitiu desde os apostólos, através dos séculos até hoje.
Por que tudo isto?
Desde a redacção do CIC, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos "continentes": o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isto tornamo-nos cada vez mais conscientes do modo como o texto exigia algumas "traduções" nos diversos mundos, para poder alcançar as pessoas com as suas mentalidades diferentes e várias problemáticas. Desde então, nas jornadas mundiais da juventude (Roma, Toronto, Colónia, Sydney) reuniram-se jovens de todo o mundo que querem acreditar, que estão em busca de Deus, que amam Cristo e desejam caminhos comuns. Neste contexto perguntámo-nos se não deveríamos traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo. Naturalmente, também entre os jovens de hoje existem muitas diferenças; assim, sob a comprovada guia do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, formou-se um Youcat para os jovens. Espero que muitos se deixem cativar por este livro.

Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude moderna; mas não acredito nesta afirmação e estou certo de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras no que consiste a vida. Um romance policial é empolgante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é cativante porque nos fala do nosso próprio destino e portanto refere-se de perto a cada um de nós.
Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo! Estes são os meus votos de coração.

Este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a "pérola de grande valor" (Mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo. Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!

Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exactidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.

Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabei todos de que modo a comunidade dos fiéis recentemente foi ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. "Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor" (Rm 12, 11).

Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: "Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!" (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: "Não digas: sou ainda muito novo - porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar" (Jr 1, 7).

Abençoo-vos e rezo cada dia por todos vós.

BENTO PP. XVI

03 agosto 2011

A Cruz é o ícone da JMJ

É conhecida como a "Cruz do Ano Santo", a "Cruz do Jubileu", a "Cruz da JMJ", a "Cruz Peregrina"; muitos chamam-lhe a "Cruz dos Jovens", porque foi entregue aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e em todo o tempo. Esta é a sua história:

Decorria em 1984 o Ano Santo da Redenção, quando o Papa João Paulo II decidiu que deveria estar uma cruz - como símbolo da fé - junto do Altar-mor da Basílica de São Pedro que todos pudessem ver. Assim, foi aí colocada uma grande Cruz de madeira, com 3,8 metros de altura, tal como ele desejava.

No final do Ano Santo, depois de fechar a Porta Santa, o Papa entregou essa mesma Cruz à juventude do Mundo, representada pelos jovens do Centro Internacional Juvenil São Lourenço, em Roma. Estas foram as suas palavras naquele momento: "Queridos jovens, ao encerrar o Ano Santo, confio-vos o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a pelo mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção" (Roma, 22 de Abril de 1984).

Os Jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Levaram a Cruz para o Centro São Lourenço, que se converteu na sua morada habitual durante os períodos em que ela não estava em peregrinação pelo mundo.

Em 2003, no final da Missa dos Ramos, João Paulo II quis oferecer aos jovens uma cópia do ícone de Maria Salus Populi Romani: "À delegação que veio da Alemanha eu entrego hoje também o ícone de Maria. De hoje em diante, juntamente com a Cruz, este ícone acompanhará as Jornadas Mundiais da Juventude. Será sinal da presença materna de Maria junto aos jovens, chamados, como o apóstolo São João, a acolhê-la em suas vidas" (Angelus, XVIII Jornada Mundial da Juventude, 13 de Abril de 2003). A versão original do ícone está na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Muitos são os testemunhos de pessoas que foram profundamente tocadas pelo encontro com a Cruz: nos últimos anos, esses testemunhos foram ainda mais numerosos ou, quem sabe, tiveram uma maior difusão através da internet. Estes podem encontrar-se no Centro Internacional São Lourenço, morada habitual da Cruz, mas também em revistas e publicações dedicadas à JMJ. Alguns perguntam-se como é que duas peças de madeira podem ter tal efeito sobre a vida de uma pessoa; apesar disso, onde quer que vá a Cruz, as pessoas pedem que ela possa regressar. Nesta Cruz vê-se a presença do Amor de Deus. Através desta Cruz, muitos jovens chegam a compreender melhor a Ressurreição e alguns reconhecem o valor de tomar decisões a respeito da sua vida.

PERCURSO DA CRUZ E DO ÍCONE PELO MUNDO:

1984 - Motivado pelo Ano Santo da Redenção, o Papa João Paulo II decidiu colocar uma cruz de quase 4 metros de altura perto do Altar-mor da basílica de São Pedro. Ao finalizar o Ano Santo, entregou-a aos jovens do mundo com estas palavras: "Levai-a pelo mundo como sinal do amor do Senhor Jesus".

1985 - Ao ouvir as noticias das primeiras viagens da Cruz, o Papa pede que seja levada a Praga, ainda sob a cortina de ferro. Nesse ano celebrava-se o Ano Internacional da Juventude da ONU e, no Domingo de Ramos, 300.000 jovens participaram num encontro com o Papa, em São Pedro. Em Dezembro, anunciou-se a instituição das Jornadas Mundiais da Juventude em cada Domingo de Ramos.

1987 - Celebra-se a primeira JMJ fora de Roma, em Buenos Aires - Argentina. A Cruz pisa a América pela primeira vez.

1989 - A Cruz visita Espanha pela primeira vez, para a JMJ de Santiago de Compostela; e Ásia.

1992 - A Cruz é confiada pela primeira vez aos jovens da Diocese que será sede da próxima JMJ (Denver - Estados Unidos); visita também a Austrália pela primeira vez.

2002 - Fazendo uma paragem na sua peregrinação pelo Canadá, a Cruz dos jovens visita o Grown Zero de Nova York. Foi levada desde Montreal a Toronto a pé, num trajecto que durou 43 dias.

2003 - No final da Missa de Ramos, na qual os jovens canadianos a entregaram aos alemães para a JMJ de Colónia, o Papa entregou também uma cópia do ícone de Maria Salus Populi Romani e, desde então, peregrinam juntos a Cruz e o Ícone.

2006-2007 - Antes de chegar à Austrália, para a JMJ de 2008, a Cruz e o Ícone percorreram vários países da Ásia, África e Europa.

2008-2010 - A Cruz peregrinou por diferentes lugares, como a Aquila (Itália), depois do terramoto que assolou a região dos Abruzzos. Durante a celebração na Praça de São Pedro, no Domingo de Ramos de 2009, Bento XVI entregou a Cruz e o Ícone da JMJ aos Jovens madrilenos, que peregrinaram até Roma para a ocasião.

Na actualidade, a Cruz e o ícone da JMJ encontram-se em peregrinação pela Arquidiocese de Madrid, para posteriormente o fazerem pelas dioceses espanholas.

02 agosto 2011

Você sabe o que é a JMJ?

O que é a JMJ?

A Jornada Mundial da Juventude é um grande encontro de jovens de todo o mundo que se reúnem para celebrar e aprender mais sobre a sua fé. É um dos principais meios pelos quais a Igreja proclama a mensagem de Cristo aos jovens mostrando, também, preocupação por eles.

Quem Convoca e Organiza a JMJ?

O Papa. O Santo Padre escolhe o tema, entrega uma mensagem explicando o seu sentido e convoca os jovens de todo o mundo. A JMJ é, então, organizada pelo Conselho Pontifício para os Leigos que é o departamento do Vaticano a quem o Santo Padre confiou o planeamento da Jornada Mundial da Juventude. Adicionalmente, existe uma Comissão Organizadora local que trabalha em próxima colaboração com o Conselho Pontifício para os Leigos.

Quando e como começaram as JMJ?

João Paulo II começou as JMJ em 1985. De entre as várias celebrações dedicadas à juventude durante o Jubileu de 1983-1984, designado Ano Santo da Redenção em memória da morte de Jesus Cristo 1950 anos antes, o mais importante teve lugar na Vigília de Domingo de Ramos em Roma. Mais de 300.000 jovens de todo o mundo participaram no Jubileu Internacional para a Juventude, onde o Papa lhes ofereceu uma cruz de madeira.

Quando as Nações Unidas declararam 1985 o Ano Internacional da Juventude, a Igreja Católica organizou outro evento internacional no Domingo de Ramos, a 31 de Março, juntando 350.000 jovens na Praça de São Pedro. Na sequência deste evento, o Papa instituiu a Jornada Mundial da Juventude com frequência anual. Desta forma, a JMJ foi um desejo e uma iniciativa de João Paulo II. O acontecimento foi incrivelmente bem acolhido, como se pode comprovar pelo massivo número de jovens que acorreu a Roma para os encontros internacionais em 1984 e 1985.

Onde Ocorreu a JMJ no passado?

Buenos Aires (1987), com a participação de um milhão de jovens; Santiago de Compostela (1989), com mais de 500.000; Czestochowa (1991), com 1.600.000; Denver (1993), com 600.000; Manila (1995), com aproximadamente 4 milhões; Paris (1997), com 1,2 milhões; Roma (Jubileu 2000), com 2 milhões; Toronto (2002), com 800.000; Colónia (2005), com 1,1 milhões; e Sydney (2008), com 400.000.

01 agosto 2011

Jornada Mundial da Juventude 2011 - Madrid

O mês de Agosto chegou e estamos a 4 dias do inicio da nossa viagem Rumo a Madrid. Os preparativos nos faz anciosos pelos dias preparados pela Providência de Deus, seja em Hasselt - Belgica, seja na Espanha...

De hoje até o nosso regresso estaremos postando nosso diário de peregrino com agenda, fotos, experiências, e tudo o que acontecer nesses dias intensos, e cheios da experiência de Fé...


Bem-vindos...

A Jornada Mundial da Juventude para nós começa oficialmente Hoje!

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