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09 janeiro 2012

HORA SANTA II


HORA SANTA II



O MISTÉRIO PASCAL, MISTÉRIO EUCARÍSTICO



D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. T. AMÉM.

D. A Eucaristia é o mistério Pascal, que se renova continuamente e se perpetua na Igreja sobre os Nossos altares. Mistério de morte e mistério de vida.

T. SIM! MORTE DE CRISTO PARA DAR A VIDA AO MUNDO.

D. Morte nossa ao pecado para viver uma nova vida.

T. MORRER COM CRISTO, PARA RESSUSCITAR COM ELE.

D. Como nos afirma São Paulo: “Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”

T. A EUCARISTIA É O “MEMORIAL DA MORTE DO SENHOR”.

D. A Eucaristia é o “pão da vida que desceu do céu”. (Sentam-se)

D. Jesus Cristo morreu no Senhor: não andeis mais como os pagãos, que seguem suas idéias frívolas... Entregam-se à dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza. Vós porém não aprendestes isto de Cristo... ele vos ensinaram a despojar-vos do homem velho... do homem corrompido pela concupiscência... para revestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus em verdadeira justiça e em verdadeira santidade... Quanto à fornicação, à impureza sob qualquer forma, que delas nem sequer se fale entre vós, como convém a santos. Nada de baixezas, de conversas impróprias, de palavras inconvenientes. Em vez disto, só haja ações de graças. Porque, não vos esqueçais: nenhum impuro, ou desonesto, ou cobiçador, terá herança no Reino de Cristo e de Deus.”

T. LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO.

CÂNTICO

D. Coloquemo-nos diante de Jesus Sacramentado. Peçamos perdão pelos nossos pecados: (De joelhos)

D. Senhor, tende piedade de nós! T. SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS!

D. Cristo, tende piedade de nós! T. CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS!

D. Senhor, tende piedade de nós! T. SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS!

D. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo! T. TENDE PIEDADE DE NÓS!

D. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo! T. TENDE PIEDADE DE NÓS!

D. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo! T. DAI-NOS A PAZ.

D. Oremos: “Ouvi, Senhor, as preces dos que vos invocam e perdoai os pecados daquele que vô-los confessam e concedei-nos bondosamente, com o Vosso perdão, a vossa santa paz. Por Cristo Nosso Senhor”. T. AMÉM.

D. Com um coração humilde, confiante e sincero, façamos a confissão pública das nossas faltas, diante de Cristo nosso Redentor e invocando a intercessão da Igreja triunfante do céu. Eu pecador, me confesso a Deus todo-poderoso.

T. A BEM-AVENTURADA SEMPRE VIRGEM MARIA,

D. Ao Bem-aventurado S. Miguel Arcanjo,

T. AO BEM-AVENTURADO S. JOÃO BATISTA,

D. Aos Santos Apóstolos são Pedro e São Paulo.

T. E A TODOS OS SANTOS.

D. E a vós irmãos,

T. PORQUE PEQUEI MUITAS VEZES,

D. Por pensamentos, palavras e obras,

T. POR MINHA CULPA, MINHA CULPA, MINHA MÁXIMA CULPA.

D. Portanto, peço à Bem-aventurada sempre Virgem Maria,

T. AO BEM-AVENTURADO SÃO MIGUEL ARCANJO,

D. Ao bem-aventurado S. João Batista,

T. AOS SANTOS APÓSTOLOS SÃO PEDRO E SÃO PAULO,

D. E a todos os santos,

T. E A VÓS IRMÃOS,

D. Que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

T. AMÉM (sentados)

D. Morremos ao pecado para viver como filhos de Deus. Eucaristia é o MISTÉRIO PASCAL da vida. Escutemos como Jesus Cristo a revela ao mundo no capítulo 6 de São João:

L. Eu sou o pão da vida... Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo. A estas palavras os judeus começaram a discutir dizendo: como pode este dar-nos a comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é deveras comida e meu sangue permanece em mim e eu nele... Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que os vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.

T. LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO.

D. Esta vida divina é a vida de graça.

T. ESTA VIDA DIVINA É A VIDA DA CARIDADE.

D. Esta vida divina é o Espírito Santo, que habita em nós e nos transforma em templos vivos de Deus.

T. ESTA VIDA DIVINA É A VIDA COM O PAI, NO FILHO, PELO ESPÍRITO SANTO. (De joelhos)

D. Senhor: sustentais em nós esta vida!

T. SENHOR: DEFENDEI EM NÓS ESTA VIDA!

D. Senhor: alimentai em nós esta vida!

T. SENHOR: DAÍ-NOS SEMPRE O PÃO DA VIDA!

D. Senhor: ensinai-nos a comungar bem.

T. SENHOR: ENSINAI-NOS A PARTICIPAR COINCIDENTEMENTE, ATIVAMENTE, VITALMENTE, DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA!

D. Senhor: aumentai a nossa Caridade!

T. SENHOR: DAÍ-NOS A GRAÇA DE VIVER SEMPRE MAIS ESCARISTICAMENTE!



Cântico Eucarístico.



(ALGUNS MOMENTOS DE SILÊNCIO PROFUNDO)

08 janeiro 2012

Terço da juventude


Terço da juventude

Para muitas pessoas a juventude é apenas uma etapa da vida, um tempo de transição, de escolhas, de adaptação. No entanto, sabemos que ser jovem é muito mais que ter pouca idade. É ter muita vida no coração, muita vontade de vencer, muita garra para ir a luta. Que este terço nos anime a seguir o exemplo de tantos jovens da Bíblia que lutaram e venceram


Primeiro Mistério: A história do jovem Davi (I Sm 16, 1-13)

Uma das coisas que mais entristece um jovem é não receber a confiança dos mais velhos. Há quem diga que o jovem é naturalmente irresponsável. Pelo jeito, Deus não pensa assim, pois confiou os momentos mais importantes da história da salvação a pessoas jovens. Vamos rezar e refletir sobre esta história do jovem Rei Davi.

Pai Nosso... Ave Maria...



Segundo Mistério: Uma jovem chamada Maria ((Lc 1, 30-38)

Se a história acontecesse nos nossos dias, Maria estaria cursando os primeiros anos do Ensino Médio. Não teria mais que 16 anos. E Deus colocou em suas mãos a decisão mais importante da história. É claro que este é um caso todo especial. Mas nos faz pensar na confiança que devemos ter em nossos jovens. Quantos deles estão em tempo de decisão. É preciso a fé e a coragem de Maria para dar um passo. Mas não sem antes questionar o significado das coisas, como fez a jovem de Nazaré. Juventude é tempo de questionamento, de fazer muitas perguntas. Mas no final de tudo é preciso ter também a disponibilidade de Maria.

Pai Nosso... Ave Maria...



Terceiro Mistério: A adolescência de Jesus (Lc 2, 41-52)

No início de sua adolescência, Jesus aparece com um destes meninos perguntadores: por que isso? Por que aquilo? Fazia também suas aventuras: deixou seus pais preocupados quando desapareceu no meio de uma excursão; Quem já não passou por essa situação? Não basta crescer em tamanho. Também não basta passar no vestibular e ser bem visto pelos outros. Não é suficiente crescer em sabedoria. O jovem precisa de um crescimento integral: no corpo, na mente, no coração...diante de Deus e diante da sociedade.

Pai Nosso... Ave Maria...



Quarto Mistério: Um jovem que disse não (Mt 19, 16-29)

Este jovem tem alguma coisa a ver com você? Um barco precisa soltar as amarras e jogar fora algum peso para avançar em direção ao alto mar. O que é que está pesando demais em seu coração? Será que essa não é a causa de muitas de suas tristezas?

Pai Nosso... Ave Maria...

                       

Quinto Mistério: Um jovem que disse sim

Se o jovem rico disse não e colheu tristeza, João disse sim e tornou-se símbolo de ternura, alegria e amor. O jovem João esteve presente em momentos marcantes da vida de Jesus. Porém, o que mais chama a atenção é que João, o mais jovem dos apóstolos, foi o único a seguir até a cruz. Esta fortaleza é o grande dom que pedimos nesta oração. Diante dos apelos da droga, da violência, da vida sexual irresponsável, da moda, e de tantos outros caminhos que conduzem à morte, o jovem é chamado a escolher o caminho da vida. Basta dar um passo...os outros virão!

Pai Nosso... Ave Maria...

HORA SANTA I


ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO

HORA SANTA I



I - Introdução

D. Louvores e graças se dêem a todo o momento. T. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento

D. Jesus Cristo é o nosso Redentor: “A Ele que nos amam que nos lavou de nossos pecados no seu Sangue e que fez de nós um Reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos.” (Ap.1, 5-6) T. Amém

D. A presença de Cristo na Eucaristia é uma manifestação da bondade de Deus: Só Ele nos protege e nos acompanha.

Vamos rezar juntos o salmo 120, dizendo a Deus que temos plana convicção de que “Ele está junto de nós.”

Lado 1: Levanto os olhos para os montes: de onde virá o meu socorro?

Lado 2: Meu socorro virá do Senhor/ que fez o céu e a terra.

Lado 1: Ele não te deixa tropeçar/ pois não dorme, mas vela sobre ti.

Lado 2: É verdade. O senhor não dorme nem se distrai/ mas vela sobre o seu povo.

Lado 1: O Senhor monta guarda a teu lado/ com tua sombra, está junto de ti.

Lado 2: De dia e de noite Ele te protege/ afasta de ti todo o mal.

Lado 1: Onde quer que te leve teu caminho/ Ele te acompanhará passo a passo.

Todos: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. 



II – São Paulo Apóstolo e o valor da Redenção

D. “É pelo Sangue de Cristo que temos a redenção.” T. Senhor, em Vós, está a fonte da Vida.

D. Deu nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a Redenção e a remissão dos pecados. (Col. 1, 13-14)

T. Senhor, em Vós, está a fonte da Vida.

D. Deus é rico em misericórdia. Movido pelo grande amor com que nos amou, fez-nos viver com Cristo quando estávamos mortos por causa dos pecados. “É por graças que fostes salvos.” (Ef. 2, 4-5) T. Senhor, em Vós, está a fonte da Vida.

D. Lembra-te de Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o Evangelho que pregou. Esta palavra, é digna de crédito: “Se morremos com Ele, com Ele viveremos.” (2Tim. 11, 2-8) T: Senhor, em Vós, está a fonte da Vida.

D. O próprio Cristo anuncia a todos nós: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em redenção por muitos.” (Mc. 10. 45).



Canto

Mensagem do Papa

D. João Paulo II que, desde o começo do seu pontificado nos mostrou Cristo Redentor como caminho da salvação. Escreveu-nos uma carta convidando-nos a “abrir as portas ao Redentor”, realçando em sua mensagem o grande valor da Eucaristia.

L. “A Eucaristia torna presente toda a obra da Redenção que, ao longo do ano, é perpetuado na celebração dos mistérios divinos. Nele, o próprio Redentor, realmente presente sob as sagradas espécies, dá-se aos fiéis e, aproximando-se sempre daquele amor que é mais forte do que a morte, une-os a si, e ao mesmo tempo, entre si. E deste modo a Eucaristia constrói a Igreja dado que é sinal a causa da unidade do povo de Deus, e, por conseguinte, fonte e vértice de toda a vida cristã.”.

D. no trecho que ouvimos, o papa nos lembrou algumas verdades muito importantes que nos convidam a pensar. Vamos ler pausadamente como reflexão:

* A eucaristia torna sempre atual a obra da Redenção.

* Cristo morreu afim de dar a todos a plenitude da vida.

* Nós somos a comunidade de Cristo, o povo e Deus.

* Eis a grande tarefa da Eucaristia: formar a Igreja.

* A Eucaristia é fonte e vértice de toda a vida cristã.

(Silêncio)

Canto (todos de pé)

III – Palavra do evangelista Mateus

D. Abrindo o Evangelho encontramos o nosso Mestre, Cristo Redentor, irradiando bondade, compreensão, misericórdia e saúde. Escutemos o evangelista Mateus.

L. “Jesus percorria todas as vilas e aldeias. Ensinava nas sinagogas. Pregava o Evangelho do Reino e curava toda a enfermidade e toda doença. Vendo as multidões, seu coração encheu-se de compaixão, pois estavam cansadas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.” (Mt. 9,035-36)

(Cantando)

T. “Vós sois meu Pastor, ó Senhor. Nada me faltará se me conduzis”.

L. “Venham a mim, todos vocês cansados de carregar pesos e lhes darei descanso. Tomem o meu jugo e aprendam de mim que sou manso e humilde de coração; e  encontrarão descanso. O jugo que lhes darei é suave e minha carga é leve.” (Mt. 11, 28-30) T. (Cantando) “Vós sois meu Pastor, ó Senhor. Nada me faltará se me conduzis”.

L. O Amor cura a todos: “Quando chegou a noite, o povo apresentou a Jesus muitos possessos do demônio. Ele expulsou espíritos com uma palavra e curou todos os doentes.” Agiu assim para realizar o que disse o profeta Isaias: “Tomou as nossas enfermidades, e carregou as nossas doenças.” (Mt. 8. 16-17)

T. (Cantando) “Vós sois meu Pastor, ó Senhor. Nada me faltará se me conduzis”.

(Sentados)

D. Foi por amor que Cristo redimiu a humanidade toda. Vamos pedir que Ele nos ensine a Amar: T (repetir depois de cada invocação) Senhor Jesus, dai-nos a coragem de Amar!

D. Como amastes durante a Vossa infância, crescendo em graça e sabedoria... (todos)

* Como amastes estendendo as mãos, tocando o leproso...

* Como amastes chamando os doze apóstolos, após ter passado a noite rezando a Deus...

* Como amastes, ressuscitando Vosso amigo Lázaro, anunciando a Ressurreição e a vida...

* Como amastes a multidão faminta que vos seguia no deserto...

* Como amastes o jovem rico, convidando-o a “deixar tudo”.

* Como amastes lavando os pés aos doze no cenáculo...

* Como amastes na última ceia...

* Como amastes na hora da morte entregando a João, Vossa Mãe Santíssima...

* Como amastes entregando-nos a Maria, na pessoa de João...

* Como continuais a amar com vossa presença na Eucaristia...

(Silêncio)

D. Jesus Cristo é o Deus fiel, que nos ama. É Ele que nos segura com suas mãos. Rezando o salmo 62 vamos renovar nossa vontade de contar com Sua presença em nossa vida.

Lado 1: Senhor, Tu és o meu Deus/ há muito que Te procuro com grande ansiedade.

Lado 2: Como a terra deserta é árida pedindo chuva/ todo o meu ser anseia por Ti, Senhor.

Lado 1: Pudesse eu Te contemplar no Teu santuário/ e experimentar o Teu poder, a Tua glória.

Lado 2: Teu amor fiel é mais caro que a própria vida/ por isso quero louvar-te.

Lado 1: Quero levantar para Ti as minhas mãos/ e bendizer o Teu nome durante toda a minha vida.

Lado 2: Tu enches o meu ser até a plenitude/ fazendo aflorar aos meus lábios cantos de alegria.

Lado 1: Até mesmo durante o meu repouso/ está viva em mim a Tua lembrança.

Lado 2: Passo as noites pensando em Ti!/ Tens sido para mim um apoio.

Lado 1: Quando experimento a Tua proteção/ sinto vontade de cantar de alegria.

Lado 2: Eu me agarro em Ti com toda a minha alma/ e Tu me seguras com tuas mãos.

Todos: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. 



IV – O Valor da Eucaristia em nossa Vida

D. Quando celebramos o Memorial que Cristo nos deixou, proclamamos alegremente as maravilhas realizadas por Deus na história da humanidade.

T. Agradecemos por Ele, com Ele e Nele/ pela eterna aliança que em seu amor fiel/ o Pai não cessa de nos oferecer/ para a unidade da Igreja e do Mundo. A Eucaristia é o sacramento da vida nova/ anuncio da festa da Ressurreição.

D. Em cada celebração da Ceia do Senhor/ entramos ativamente na obra de nossa Ressurreição,/ livrando-nos das forças do mal.

T. A Eucaristia é a grande força de reconciliação do mundo.

D. A Comunhão com Cristo alcança sua plena eficácia, quando nos leva à comunhão com os irmãos.

T. “Os que comemos do mesmo Pão, apesar de sermos muitos, somos um só Corpo.” (1 Cor. 10,17)

D. Eucaristia é o banquete da gratidão/ onde encontramos o Redentor,/ no mistério de eu corpo dado por nós/ e de seu sangue por nós derramado.

T. Ó Deus, Pai de bondade/ que nos redimistes e adotastes como filhos/ concedei aos que crêem no Cristo/ a verdadeira liberdade e a herança eterna. Amém!

(Canto).

22 dezembro 2010

O Sacerdócio no Catecismo III Parte

1581. Este sacramento configura o ordinando com Cristo por uma graça
especial do Espírito Santo, a fim de servir de instrumento de Cristo em favor da
sua Igreja. Pela ordenação, recebe-se a capacidade de agir como representante de
Cristo, cabeça da Igreja. na sua tríplice função de sacerdote, profeta e
rei.

1582. Tal como no caso do Baptismo e da Confirmação, esta participação
na função de Cristo é dada uma vez por todas. O sacramento da Ordem confere,
também ele, um carácter espiritual indelével, e não pode ser repetido nem
conferido para um tempo limitado (78).

1583. Uma pessoa validamente ordenada pode, é certo, por graves
motivos, ser dispensada das obrigações e funções decorrentes da ordenação, ou
ser proibido de as exercer (79): mas já não pode voltar a ser leigo, no sentido
estrito (80), porque o carácter impresso pela ordenação fica para sempre. A
vocação e a missão recebidas no dia da ordenação marcam-no de modo
permanente.

1584. Uma vez que é Cristo, afinal, quem age e opera a salvação
através do ministro ordenado, a indignidade deste não impede Cristo de agir
(81). Santo Agostinho di-lo numa linguagem vigorosa:


«Quanto ao ministro orgulhoso, deve ser contado juntamente com o diabo. E nem
por isso se contamina o dom de Cristo: o que através de tal ministro se
comunica, conserva a sua pureza: o que passa por ele mantém-se límpido e chega
até à terra fértil. [...] De facto, a virtude espiritual do sacramento é
semelhante à luz: os que devem ser iluminados recebem-na na sua pureza, e ela,
embora atravesse seres manchados, não se suja» (82).

A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO
1585. A graça do Espírito Santo própria deste sacramento consiste numa
configuração com Cristo, Sacerdote, Mestre e Pastor, de quem o ordenado é
constituído ministro.

1586. Para o bispo, é, em primeiro lugar, uma graça de fortaleza
(«Spiritum principalem – Espírito soberano», isto é, Espírito que faz
chefes, pede a oração de consagração do bispo, no rito latino (83)): a graça de
guiar e defender, com força e prudência, a sua Igreja, como pai e pastor, com
amor desinteressado para com todos e uma predilecção pelos pobres, os enfermos e
os necessitados (84). Esta graça impele-o a anunciar o Evangelho a todos, a ser
o modelo do seu rebanho, a ir adiante dele no caminho da santificação,
identificando-se na Eucaristia com Cristo sacerdote e vítima, sem recear dar a
vida pelas suas ovelhas:


«Ó Pai, que conheceis os corações, concedei ao vosso servo, que escolhestes
para o episcopado, a graça de apascentar o vosso santo rebanho e de exercer de
modo irrepreensível, diante de Vós, o supremo sacerdócio, servindo-Vos noite e
dia: que ele torne propício o vosso rosto e ofereça os dons da vossa santa
Igreja: tenha, em virtude do Espírito do supremo sacerdócio, o poder de perdoar
os pecados segundo o vosso mandamento, distribua os cargos segundo a vossa ordem
e desligue de todo o vínculo pelo poder que Vós destes aos Apóstolos: que ele
Vos agrade pela sua doçura e coração puro, oferecendo-Vos um perfume agradável,
por vosso Filho Jesus Cristo...» (85).

1587. O dom espiritual, conferido pela ordenação presbiterial, está
expresso nesta oração própria do rito bizantino. O bispo, impondo as mãos, diz,
entre outras coisas:


«Senhor, enchei do dom do Espírito Santo aquele que Vos dignastes elevar ao
grau de presbítero, para que seja digno de se manter irrepreensível diante do
vosso altar, de anunciar o Evangelho do vosso Reino, de desempenhar o ministério
da vossa Palavra de verdade, de Vos oferecer dons e sacrifícios espirituais, de
renovar o vosso povo pelo banho da regeneração; de modo que, ele próprio, vá ao
encontro do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, vosso Unigénito, no dia
da sua segunda vinda, e receba da vossa imensa bondade a recompensa dum fiel
desempenho do seu ministério» (86).

1588. Quanto aos diáconos, «fortalecidos pela graça sacramental,
servem o povo de Deus na "diaconia" da liturgia, da palavra e da caridade, em
comunhão com o bispo e o seu presbitério» (87).
1589. Perante a grandeza da graça e do múnus sacerdotais, os santos
doutores sentiram o apelo urgente à conversão, a fim de corresponderem, por toda
a sua vida, Àquele de Quem o sacramento os constituiu ministros. É assim que São
Gregário de Nazianzo, ainda jovem presbítero. exclama:


«Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros: temos
de ser instruídos, para podermos instruir: temos de nos tornar luz para alumiar,
de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d'Ele os outros, ser
santificados para santificar, conduzir pela mão e aconselhar com inteligência»
(88). «Eu sei de Quem somos ministros, a que nível nos encontramos e para onde
nos dirigimos. Conheço as alturas de Deus e a fraqueza do homem, mas também a
sua força» (89). [Quem é, pois, o sacerdote? Ele é] «o defensor da verdade,
eleva-se com os anjos glorifica com os arcanjos, faz subir ao altar do Alto as
vítimas dos sacrifícios, participa no sacerdócio de Cristo, remodela a criatura,
restaura [nela] a imagem [de Deus], recria-a para o mundo do Alto e, para dizer
o que há de mais sublime, é divinizado e diviniza» (90).

E diz o santo Cura d'Ars: «É o sacerdote quem continua a obra da redenção na
terra»... «Se bem se compreendesse o que o sacerdote é na terra, morrer-se-ia,
não de medo, mas de amor». [...] «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»
(91).

21 dezembro 2010

O Sacerdócio no Catecismo II Parte

1562. «Cristo, a Quem o Pai santificou e enviou ao mundo, por meio dos
seus Apóstolos tornou os bispos, que são sucessores deles, participantes da sua
consagração e missão; e estes, por sua vez, transmitem legitimamente o múnus do
seu ministério em grau diverso e a diversos sujeitos na Igreja» (43). O seu
cargo ministerial foi transmitido em grau subordinado aos presbíteros, para que,
constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem episcopal para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo»
(44).
1563. «O ofício dos presbíteros, enquanto unido à Ordem episcopal,
participa da autoridade com que o próprio Cristo edifica, santifica e governa o
seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, embora pressuponha os
sacramentos da iniciação cristã, é conferido mediante um sacramento especial, em
virtude do qual os presbíteros, mediante a unção do Espírito Santo, ficam
assinalados com um carácter particular e, dessa maneira, configurados a
Cristo-Sacerdote, de tal modo que possam agir em nome e na pessoa de Cristo
Cabeça» (45).
1564. «Os presbíteros, embora não possuam o pontificado supremo e
dependam dos bispos no exercício do próprio poder, todavia estão-lhes unidos na
honra do sacerdócio; e, por virtude do sacramento da Ordem, são consagrados, à
imagem de Cristo, sumo e eterno sacerdote (46), para pregar o Evangelho, ser
pastores dos fiéis e celebrar o culto divino como verdadeiros sacerdotes do
Novo Testamento
(47).
1565. Em virtude do sacramento da Ordem, os sacerdotes participam das
dimensões universais da missão confiada por Cristo aos Apóstolos. O dom
espiritual que receberam na ordenação prepara-os, não para uma missão limitada e
restrita, «mas sim para uma missão de salvação de amplitude universal, "até aos
confins da terra"» (48), «dispostos, no seu coração, a pregar o Evangelho em
toda a parte» (49).
1566. «É no culto ou sinaxe eucarística que, por excelência
exercem o seu múnus sagrado: nela, agindo na pessoa de Cristo e proclamando o
seu mistério, unem as preces dos fiéis ao sacrifício da cabeça e, no sacrifício
da Missa, tornam presente e aplicam, até à vinda do Senhor, o único sacrifício
do Novo Testamento, o de Cristo, o qual de uma vez por todas se ofereceu ao Pai,
como hóstia imaculada» (50). É deste sacrifício único que todo o seu ministério
sacerdotal tira a própria força (51).
1567. «Cooperadores esclarecidos da Ordem episcopal, sua ajuda e
instrumento, chamados para o serviço do povo de Deus, os presbíteros constituem
com o seu bispo um único presbyterium com diversas funções. Onde quer que
se encontre uma comunidade de fiéis, eles tornam de certo modo, presente o
bispo, ao qual estão associados, de ânimo fiel e generoso, e cujos encargos e
solicitude assumem, segundo a própria medida, traduzindo-os na prática do
cuidado quotidiano dos fiéis» (52). Os presbíteros só podem exercer o seu
ministério na dependência do bispo e em comunhão com ele. A promessa de
obediência, que fazem ao bispo no momento da ordenação, e o ósculo da paz dado
pelo bispo no final da liturgia de ordenação, significam que o bispo os
considera seus colaboradores, filhos, irmãos e amigos e que, em contrapartida,
eles lhe devem amor e obediência.
1568. «Os presbíteros, elevados pela ordenação à Ordem do
presbiterado, estão unidos entre si numa íntima fraternidade sacramental.
Especialmente na diocese, a cujo serviço, sob o bispo respectivo, estão
consagrados, formam um só presbitério» (53). A unidade do presbitério tem uma
expressão litúrgica no costume segundo o qual, durante o rito da ordenação
presbiterial, os presbíteros impõem também eles as mãos, depois do bispo.

19 dezembro 2010

O que é o Sacerdócio?

"Se tivéssemos fé, veríamos Deus oculto no
sacerdote, como a luz por trás da vidraça, como vinho misturado na
água."

"Devemos considerar o
padre quando está no altar e no púlpito como se fosse o próprio
Deus"

"Oh! como o sacerdote é
algo sublime! Se ele se apercebesse morreria... Deus lhe obedece: diz duas
palavras e Nosso Senhor desce do céu."

"Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos
Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O padre. Quem foi que recebeu nossa
alma à entrada da vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua
peregrinação? O padre.

"Quem a
preparará para comparecer perante Deus, lavando a alma pela última vez no sangue
de Jesus Cristo? O padre, sempre o padre. E se alma vier a morrer, quem a
ressuscitará, quem lhe dará a calma e a paz? Ainda o
padre."

"O Sacerdote não é
para si, mas para vós...

"Quem
recebeu vossa alma à sua entrada na vida? É o sacerdote. - Quem a sustenta para
dar-lhe a força de fazer sua peregrinação? O sacerdote. - Quem há de prepará-la
para se apresentar diante de Deus, purificando-a pela última vez no sangue de
Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. -

"E se a alma morrer quem há de ressuscitá-la? Ainda o
sacerdote. - Não há benefício alguma de que vos lembreis sem ver logo ao lado
desta recordação a figura do sacerdote. - O sacerdote tem as chaves dos tesouros
celestiais; é o procurador de Deus, é o ministrador de seus
bens."

"Só no céu
compreenderemos a felicidade de poder celebrar a
Missa."

"O padre não é para
si. Não dá a si a absolvição. Não administra a si os sacramentos. Ele não é para
si, é para vós."

"Se um padre
vier a morrer em conseqüência dos trabalhos e sofrimentos suportados pela glória
de Deus e a salvação das almas não seria nada mal."

"O Sacerdote só será bem compreendido no céu... Se o
compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de
amor."

"Se não fosse o padre,
a morte e a Paixão de Nosso Senhor de nada serviriam."

"O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando
virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo."

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