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02 novembro 2010

Sabe morrer quem sabe viver!

Hoje a Igreja celebra o dia de Finados, uma oportunidade que temos de refletir como está a nossa vida, fazendo um exame de consciência e nos colocando frente a realidade da morte, como algo real e comum a todos os seres vivos.
Na liturgia da Palavra somos convidados a diante das bem-aventuranças, revermos o projeto de felicidades querido por Deus em relação a nós, e assim conformarmos a nossa vida com o sentido de felicidade verdadeira proposta por Jesus.

Naquele tempo, 1Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. (Mt 5, 1-12)

No contrário de Deus, as coisas se encaixam de forma diversa daquela que imaginamos ser. Aos que choram, alegria, aos que tem fome de justiça, saciedade, aos que tem um coração puro a visão beatífica...
Temos que sempre nos confrontarmos com o dado da felicidade que não desampara ninguém, mas serve de alento para a desesperança.

31 outubro 2010

O Senhor, amigo da vida!

A Palavra de Deus desse Domingo, o 31° do Tempo Comum, é um convite a refletirmos e colocarmos em consonância a nossa vida com o projeto de Deus para nós, ou seja para que tenhamos vida em abundância.
Na primeira leitura, extraída do Livro da Sabedoria, vemos um discurso voltado ao povo exalatando o Senhor como Deus da vida, e de todo o criado. Nesse todo criado nada escpa ao seus olhos e somos convidados a voltarmos o olhar para Deus e reconhecer nele o princípio e fim de todas as coisas.
no Evangelho de Lucas, Jesus se encontra com Zaqueu e manifesta toda a gratuidade de um amor que não está vinculado a preconceitos ou preferencias, mas principalmente na capacidades que as pessoas tem de mudar a realidade que se lhes acercam. Cristo é o Deus encarnado que veio resgatar os perdidos, e propor a cada um que aceita recebê-lo em sua "casa", aqui entendamos a nossa vida, uma mudança de atitude frente à verdade, e ao que abraça a Verdade, que é Ele mesmo, Jesus, a garantia da salvação.
Portanto, Jesus deseja entrar na nossa existência, caso permitamos faremos a experiência de Deus que habita em nós, age através de nós, e manifesta o seu amor pelas nossas mãos. Abramo-nos e façamos de nós motivo de alegria e salavação para todos os que se nos achegarem, pois assim estaremos promovendo vida, vida que não se resume a pessoas adultas e/ou natureza, mas a vida fecundada, que tem direito de nascer, a vida que está no seu ocaso que tem direito chagar ao seu termo na dignidade de pessoa, a vida que está machucada na prostituição, nos vícios, nas sargetas, nas realidades duras de indignidade promovida pelo nosso silêncio, pela nossa conveniência, pelo nosso modo funesto de se portar frente ao bem maior e fundamental que é o viver e deixar viver.

24 outubro 2010

A medida é não medir

É interessante perceber a capacidade que temos de medir os outros com as nossas medidas que nem sempre são medidas justas, honestas e verdadeiras. No Evanegelho desse domingo, o 30º do Tempo Comum, temos a figura do fariseu e do Cobrador de Impostos inseridos numa parábola que Jesus conta para mostrar aos ouvintes, discípulos e quem mais interessar, o que realmente importa, ou seja, a capacidade de se colocar diante de Deus sem se vangloriar, medir ou comparar com os outros, mas. simplesmente consigo mesmo, seus atos e consciência.

"9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10"Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de, pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: 'Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!' 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado". (Lc 18, 9-14)

Sendo assim, o Senhor nos faz repensar nossas atitudes frente ao julgamento desprecavido de autoridade e de responsabilidade, pois como diz o livro do Eclesiástico: O Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. (Eclo 35, 15) Um dos maiores desafios que podemos ter é conviver com o diferente, com o que erra, com o que não se encaixa nos parâmetros da nossa régua, dos nossos níveis de medição particular e individual e da nossa pitada de maldade inserida em tal julgamento ou realidade.

Vençamos pelo exercício da humildade e caridade os resquicios de soberba, avareza, auto-suficiência e de falta de compaixão.

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