Mostrando postagens com marcador Focolares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Focolares. Mostrar todas as postagens

30 setembro 2010

Edinei na Mariápolis Celeste

No último dia 23 o seminarista Edinei Gonçalvez da Cruz partiu para a Mariápolis Celeste. Ele tinha 20 anos, era seminarista da Diocese de Blumenau, cursava o 3º ano de Filosofia em Brusque, residia no Seminário Filosófico de Santa Catarina – Sefisc. Ele participou com todos os GENS de Santa Catarina do Congresso Nacional de seminaristas que aconteceu no inicio do ano na Mariápolis Ginetta, participando também do Acampamento GENS de Santa Catarina e desde então sempre presente no movimento dos focolares. Edinei, na noite do dia 23 (quinta-feira), dirigia-se com outras pessoas a Lages, onde participaria, em nome dos seminaristas filósofos, da Assembléia da CNBB - Regional Sul 4. Um acidente automobilístico tirou sua vida, nada acontecendo a seus companheiros de viagem. Diante de tão grave fato, a Assembléia do Regional Sul 4 foi suspensa.


O sepultamento de Edinei Gonçalvez da Cruz foi dia 24 de setembro, às 16h, na Capela de Palmeiras – Município de Rio dos Cedros – SC.

Estejamos unidos com toda a sua família, e toda a Diocese de Blumenau que neste momento passa por mais esta experiência de dor, de entrega total a Jesus Abandonado.

04 abril 2008

Palavra de Vida


“E o fruto da justiça será a paz! A prática da justiça resultará em tranqüilidade e segurança duradouras.” (Is 32,17)
abril de 2008

“Até que sobre nós se derrame o espírito que vem do alto. Aí, então, o que era deserto virá a ser um bosque e o que era um bosque será uma floresta.” Assim começa o trecho que contém a Palavra de Vida deste mês. Na segunda metade do século VIII antes de Cristo, o profeta Isaías anuncia um futuro de esperança para a humanidade, de certo modo uma nova criação, um novo “bosque” ou “jardim”, onde moram o direito e a justiça, capazes de gerar paz e segurança. Essa nova era de paz (shalom) será obra do Espírito divino, força vital capaz de renovar a criação; e, ao mesmo tempo, será fruto do respeito pela Aliança, pelo pacto entre Deus e o seu povo e entre os componentes do próprio povo, uma vez que a comunhão com Deus e a comunidade dos homens são realidades inseparáveis.

“E o fruto da justiça será a paz! A prática da justiça resultará em tranqüilidade e segurança duradouras.”

As palavras de Isaías recordam a necessidade de um esforço responsável e sério em respeitar as normas comuns da convivência civil, que impedem o individualismo egoísta e o arbítrio cego, favorecem a coexistência harmoniosa e o trabalho a serviço do bem comum. Mas, será possível viver segundo a justiça e praticar o direito? Sim, com a condição de que se reconheçam todas as outras pessoas como irmãos e irmãs e se veja a humanidade como uma família, no espírito da fraternidade universal. E como é possível enxergá-la assim, sem a presença de um Pai para todos? Ele, por assim dizer, já gravou a fraternidade universal no DNA de cada pessoa. Com efeito, a primeira vontade de um pai é que os filhos se tratem como irmãos e irmãs, que se queiram bem, que se amem. Por isso o “Filho” por excelência, o Irmão de cada homem, veio e nos deixou como norma da vida social o amor mútuo. E o respeito pelas regras da convivência e o cumprimento do próprio dever são expressões do amor. O amor é a norma suprema de toda ação; norma essa que promove a verdadeira justiça e traz a paz. As nações precisam de leis cada vez mais correspondentes às necessidades da vida social e internacional, mas sobretudo precisam de homens e mulheres que no seu íntimo saibam “ordenar” a caridade. Essa “ordem” é justiça, e só nessa ordem as leis têm valor.

“E o fruto da justiça será a paz! A prática da justiça resultará em tranqüilidade e segurança duradouras.”

Como viveremos, então, a Palavra de Vida durante este mês? Empenhando-nos ainda mais nos deveres profissionais, na ética, na honestidade, na legalidade. Reconhecendo os outros como pessoas da mesma família que esperam de nós atenção, respeito, proximidade solidária. Se você colocar a caridade mútua e contínua (que precede todas as coisas) na base da sua vida, nos seus relacionamentos com o próximo, como a mais completa expressão do seu amor para com Deus, então a sua justiça será realmente agradável a Deus.

“E o fruto da justiça será a paz! A prática da justiça resultará em tranqüilidade e segurança duradouras.”

No sul da Itália, um guarda civil com sua família decidiu morar, por opção de solidariedade para com as pessoas menos privilegiadas da cidade, num dos bairros novos que estavam surgindo: ruas sem asfalto, ausência de iluminação pública, de rede de água e de esgoto; serviços de assistência social e transporte público, nem pensar. “Procuramos criar com todas as famílias e cada habitante do bairro uma relação de conhecimento e de diálogo”, diz ele, “tentando sanar a fratura existente entre os cidadãos e a administração pública. Aos poucos, os cerca de 3.000 habitantes do bairro se tornaram agentes ativos no relacionamento com as instituições públicas, por meio de um comitê criado com esse objetivo. Chegaram a conseguir da administração regional a aprovação de uma verba significativa para a recuperação do bairro, que agora é um bairro-modelo, tendo criado até atividades de formação para representantes de todos os comitês de bairro da cidade”.


Chiara Lubich

14 março 2008

A última saudação a Chiara Lubich em São Paulo Fora dos Muros, em Roma

“Tomei conhecimento, com profunda emoção, da notícia da morte de Chiara, que chegou ao final de uma vida longa e fecunda, marcada incansavelmente pelo seu amor por Jesus Abandonado” Assim inicia o telegrama assinado pelo Papa Bento XVI, enviado hoje de manhã. “Nesta hora de dolorosa separação”, o Santo Padre assegura a sua proximidade espiritual “com afeto”, “aos familiares e a toda a Obra de Maria – Movimento dos Focolares – que teve origem com Chiara, bem como a todos aqueles que apreciaram o seu constante empenho em favor da comunhão na Igreja, do diálogo ecumênico e da fraternidade entre todos os povos”. O Papa agradece a Deus “pelo testemunho da sua existência na escuta das necessidades do homem contemporâneo, em plena fidelidade à Igreja e ao Papa”. Bento XVI faz votos de que “todos os que a conheceram e encontraram, admirando as maravilhas que Deus realizou por meio do seu ardor missionário, sigam os seus passos, mantendo vivo o seu carisma”. O Papa conclui invocando “a materna intercessão de Maria” e enviando “a todos” a sua bênção apostólica.
A última saudação a Chiara Lubich será na terça-feira, dia 18 de março, às 11h (hora de Brasília), na basílica romana de São Paulo Fora dos Muros. A cerimônia será presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone. Será transmitida via satélite e pela internet.
Durante a manhã de hoje houve um contínuo afluxo de visitas à sua casa. O velório terá início às 12 (hora de Brasília), até terça-feira, no Centro Internacional do Movimento dos Focolares, em Rocca di Papa, Itália (Via di Frascati, 306).
Chiara será sepultada na capela do Centro Internacional do Movimento, em Rocca di Papa.
Em Trento, sua cidade natal, foi decretado luto pelo prefeito Alberto Pacher.

Chiara in caelo

Em uma atmosfera serena, de oração, e de profunda comoção, Chiara Lubich concluiu a sua viagem terrena nesta noite, 14 março de 2008, às 2 horas, aos 88 anos.

Estava na sua casa em Rocca di Papa (Itália), para onde havia retornado do Hospital Gemelli, na madrugada de ontem, depois de ter expresso esse desejo.

Ontem, durante todo o dia, centenas de pessoas – parentes, colaboradores diretos e muitos dos seus filhos espirituais – passaram pelo seu quarto para lhe dirigir a última saudação; depois recolhiam-se na capela adjacente e reuniam-se no jardim, em oração.

Uma procissão ininterrupta e espontânea. A alguns Chiara expressou algum sinal, apesar da sua extrema fraqueza.

Do mundo inteiro continuam chegando mensagens de participação por parte de líderes religiosos, políticos, acadêmicos e civis, e do seu “povo”.

20 agosto 2007

Palavra de Vida!

“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.” (Hb 12,1-2)

Na vida dos cristãos aos quais se dirige a Carta aos Hebreus não faltam provações e sofrimentos. Isso às vezes poderia levá-los ao desânimo: por que não escolher uma trilha mais fácil, por que não se render?
Contudo, o autor da carta convida a prosseguir no percurso iniciado. É difícil, custa; porém, o caminho que conduz à plenitude da vida é o do Evangelho. Mais ainda, o escritor encoraja os cristãos a correr e a permanecer firmes, mesmo debaixo do peso dos sofrimentos.
Como todo atleta que almeja atingir uma meta, também cada um de nós que decide seguir Jesus precisa da perseverança, ou seja, da resistência, da capacidade de não ceder, fruto da nossa convicção de que Deus está conosco, e da firme decisão de querer alcançar o nosso objetivo.
Na verdade, somos convidados de modo especial a manter o olhar bem fixo em Jesus, que nos precedeu nesse caminho e se coloca como nosso guia. De fato, Ele, na cruz, sobretudo quando se sente abandonado pelo Pai, é o modelo da coragem, da perseverança, da suportação: Ele soube permanecer firme na provação e voltou a abandonar-se nas mãos do mesmo Deus pelo qual se sentia abandonado.1


“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Muitas vezes Chiara Lubich fala de Jesus como aquele que enfrenta a sua maior provação com coragem, sem render-se: Ele é o modelo da nossa corrida, o modelo de como se superam as provações. Cada provação da nossa vida, cada sofrimento nosso, já foi assumido por Jesus no seu abandono na cruz.
Deixemos que Chiara mesma nos indique como podemos manter o nosso olhar fixo em Jesus.
“Estamos tomados pelo medo? E Ele na cruz, no seu abandono, por acaso não se mostra dominado pelo medo de que o Pai se tenha esquecido Dele?”
Quando o desconsolo e o desânimo nos invadem, podemos também olhar para Jesus na cruz, pois naquele momento Ele “parece dominado pela impressão de que na sua paixão lhe falta a consolação do Pai e parece estar perdendo a coragem de suportar até o fim a sua dolorosíssima provação (…). As circunstâncias nos deixam desorientados? Jesus, naquela tremenda dor, parece não compreender mais nada do que lhe está acontecendo, tanto é que grita ‘por quê?’ (…). E quando uma desilusão nos atinge de surpresa ou somos feridos por um trauma, ou por uma desgraça inesperada, ou por uma doença, ou por uma situação absurda, podemos sempre recordar o sofrimento de Jesus Abandonado que já personificou todas essas e uma infinidade de outras provações”.2
Ele está ao nosso lado em toda dificuldade, pronto a partilhar conosco cada sofrimento.


“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Como, então, podemos viver essa Palavra? Olhando para Jesus e habituando-nos a “chamá-lo pelo nome nas provações da nossa vida. Portanto, lhe diremos: Jesus Abandonado-solidão, Jesus Abandonado-dúvida, Jesus Abandonado-mágoa, Jesus Abandonado-provação, Jesus Abandonado-desolação, e assim por diante.
E se o chamarmos pelo nome, Ele perceberá que o descobrimos e o reconhecemos em cada sofrimento, e nos responderá com mais amor. E se o abraçarmos, Ele se tornará, para nós, a nossa paz, a nossa consolação, a coragem, o equilíbrio, a saúde, a vitória. Será a explicação para tudo e a solução de tudo.”3


“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Foi o que aconteceu com Luísa, anos atrás, quando ela encontrou um folheto que comenta essa Palavra de Vida. Ela mesma conta: “De repente chega a terrível notícia: meu primeiro filho, de 29 anos, sofreu um acidente de automóvel e está muito grave. Corro ao hospital com o coração na mão. Encontro meu filho imóvel, ausente. Fico desesperada. Enquanto passo dias de espera angustiada, entro por acaso na capela do hospital. Lá encontro a Palavra de Vida, que me convida a manter o olhar em Jesus Abandonado. Leio-a atentamente. Sim, digo a mim mesma, ela se refere justamente à minha situação… A UTI, que para mim sinalizava o fim de qualquer esperança, não é mais um lugar de martírio. É uma ponte para o amor de Deus. E, enquanto seguro a mão de meu filho, encontro a força de rezar por ele, que está me deixando. Ele morreu e nunca o senti tão vivo”.

Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara


1) Cf. Mc 15,34; 2) Cf. Companheiro de viagem, São Paulo : Cidade Nova, 1988, p. 173-174; 3) Ibidem, p. 174-175.

10 janeiro 2007

Eu na Escola GENS

Desde o dia 09/01/2007 estou na Mariápolis Ginetta participando da Escola Nacional GENS (Geração Nova Sacerdotal) aprofundando a espiritualidade do Movimento dos Focolares, iniciado por Chiara Lubich. Uma Experiência muito bonita, apartir de Maria Desolada e Jesus Abandonado. 2007 começa com o gás todo!
Oba vamos lá!

Busca